04.10.2008

GB é notícia no Jornal do Commercio

Veículo: Jornal do Commercio
Editoria: Economia
Data: 04.10.2008 (sábado)
Tiragem: 57.021 exemplares

» SETOR IMOBILIÁRIO
Escassez eleva preço de terreno em Boa Viagem
Publicado em 04.10.2008

Executivos e diretores de construtoras dizem que as restrições para as novas construções inviabilizam a execução de grandes empreendimentos no bairro. Uma alternativa encontrada é unir várias áreas

Um dos bairros mais nobres do Recife, Boa Viagem, sofre com a falta de terrenos para grandes empreendimentos imobiliários e as empresas procuram modos alternativos para construir. Vários motivos contribuem para isso, como a qualidade do solo de algumas áreas e restrições como o cone acústico - área que delimita a altura dos prédios a quatro pavimentos por causa do barulho dos aviões - e o cone de aproximação - que fica embaixo ou nas proximidades da região por onde os aviões passam ao entrar ou sair do aeroporto.
“As restrições estão provocando dificuldades para encontrar terrenos economicamente viáveis em Boa Viagem para incorporações imobiliárias”, comentou o gerente de negócios da Queiroz Galvão em Pernambuco, Paulo Ângelo Rangel Seixas.

Grande parte do bairro foi aterrada e nesses terrenos a fundação dos prédios fica mais cara. “Isso tira a viabilidade econômica porque o custo fica alto para a venda dos apartamentos”, comentou Seixas.

Segundo ele, o cone acústico e o cone de aproximação resultam na diminuição da quantidade de andares dos prédios. “Isso faz com que as margens financeiras inviabilizem a edificação de grandes empreendimentos no local”, disse.

Com a dificuldade de terreno, a Queiroz Galvão comprou a área do antigo e tradicional Hotel Boa Viagem, que foi demolido para dar lugar a duas torres.

A dificuldade para encontrar terreno (em Boa Viagem) sempre houve, mas agora está maior”, disse o diretor de corporações da Construtora Gabriel Bacelar, Durval Bacelar. Na opinião dele, a tendência é ocorrer uma expansão para a Zona Oeste do bairro de Boa Viagem no sentido da Imbiribeira.

Ainda no bairro, as construtoras estão juntando vários terrenos para formar uma área só, porque, economicamente, só é viável construir num local de pelo menos 2 mil metros quadrados. “É necessário um trabalho de porta em porta para conseguir uma boa área para construir no bairro e, ainda assim, vai sair muito caro”, comentou o diretor da Imobiliária Jairo Rocha, o empresário Jairo Rocha, acrescentando que “os valores do metro quadrado construído não reagem, ao contrário dos preços dos terrenos que estão absurdos.”

 





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